Afinal as Petições e todas as iniciativas que andam à volta delas acabam por produzir os seus frutos. Os srs das Estradas de Portugal acabam por fazer à posteriori aquilo que deviam fazer por antecipação:
"Os técnicos da Estradas de Portugal (EP) estiveram reunidos com o Presidente da Câmara Municipal de Seia para apresentar os estudos com vista à construção da segunda fase da variante da cidade, que irá ligar a EN 231 à ER 339 (estrada da Serra). Das três soluções apresentadas ficou decidido que o trajecto a estudar vai evitar a Casa de Santa Isabel, podendo a estrada vir a ter início na zona de Valverde, entre a Raposeira e a urbanização Martinhos. "
In Jornal Porta da Estela
Não deixemos cair no esquecimento a questão da concessão das Estradas da Serra da Estrela (IC6, IC7 e IC37 ). Participem nesta e em todas as iniciativas que obriguem os nossos governantes, que são tão sensíveis às questão da descriminação, a repensar a sua decisão consciente de discriminar que vive no interior. Assinem a petição Online:
Petição A Favor da Concretização das Novas Estradas (IC’s 6, 7 e 37) na Serra da Estrela
Um blog para todos os Valezinenses, em particular, particularmente para portugueses em geral e habitantes do planeta terra na generalidade, basta que saibam onde fica Valezim... Sentes-te Valesinense? vives no mundo? envia o teu comentário!Vamos fazer este blog num local de partilha de ideias e de opiniões. Obviamente, é reservado ao administrador do blog o direito de publicar ou retirar os comentários, desde que o seu conteúdo não seja o mais adequado ou atente contra a dignidade das pessoas.
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
domingo, fevereiro 14, 2010
Viv'ó Palhaço!! IEEEUUUUUU.......
Há uns largos anos atrás, no dia de hoje, e até ao dia de Entrudo,
novos e velhos saiam à rua para em cortejos "desorganizados" celebrarem ao Entrudo!
O que mais se ouvia pelas ruas era:
Tem carne seca?
Tem Sim Senhor
Tem feijoada?
Tem Sim Senhor
Tem mingau?
Tem Sim Senhor
Viv'ó Palhaço!!
IEEEEEUUUUUUUUUU!!!........
Carolina olé Carolina,
Carolina do limoeiro, (Bis)
Ora vai-te embora ó Carlina
Já não vales dinheiro (Bis)
Ja não vales dinheiro
Estás metida numa prisão (Bis)
Ora vai-te embora o Carolina
Amor do meu coração (Bis)
Esta moda já é velha
Esta moda já cá andou (Bis)
Quem me dera agora ver
O rapaz que a cantou (Bis)
novos e velhos saiam à rua para em cortejos "desorganizados" celebrarem ao Entrudo!
O que mais se ouvia pelas ruas era:
Tem carne seca?
Tem Sim Senhor
Tem feijoada?
Tem Sim Senhor
Tem mingau?
Tem Sim Senhor
Viv'ó Palhaço!!
IEEEEEUUUUUUUUUU!!!........
Carolina olé Carolina,
Carolina do limoeiro, (Bis)
Ora vai-te embora ó Carlina
Já não vales dinheiro (Bis)
Ja não vales dinheiro
Estás metida numa prisão (Bis)
Ora vai-te embora o Carolina
Amor do meu coração (Bis)
Esta moda já é velha
Esta moda já cá andou (Bis)
Quem me dera agora ver
O rapaz que a cantou (Bis)
domingo, fevereiro 07, 2010
FEIRA DO QUEIJO DE SEIA 2010

Vai realizar-se no próximo dia 13 (Sábado Gordo), a 33ª Feira do Queijo de Seia. Uma das poucas oportunidades para se ouvir falar de Seia na comunicação social, e de se provar um pouco de queijo à borla. Não vamos discutir a qualidade da oferta, fica seguramente ao nível do que se vende nos hipermercados.
Julgo que ainda teremos o previlégio de ver queijo de Valezim à venda. Se alguém souber diga.
Mais noticias em:
http://www.cm-seia.pt
http://www.portadaestrela.com
sábado, fevereiro 06, 2010
PETIÇÃO PARA SALVAR A QUINTA DA CASA SANTA ISABEL EM SÃO ROMÃO

Não conheço bem todos os detalhes que antecederam esta petição, uma coisa no entanto me parece clara: não houve o cuidado de adequar o traçado da EN231, às necessidades especificas dos terrenos por ela atravessados, nem foram encontradas alternativas equilibradas que satisfizessem aqueles que administram esta instituição.Todos sabemos, os que não sabem também não estranham, as Estradas de Portugal consideram este rectângulo a que chamamos Portugal, um seu feudo e quando há um novo traçado vai "a direito" e menos que alguma propriedade, casa ou interesse de algum "Xerife" fique pelo caminho. Todos estão lembrados da vergonha que foi a colocação das passadeiras em Valezim, apenas pintadas no dia em que fechou a escola primária. Alguns até já se esqueceram que depois das obras na estrada passaram a andar dentro da faixa de circulação, e que apesar das inúmeros ofícios que a Junta de Freguesia enviou esses senhores das Estradas de Portugal, continuam a "assobiar para o ar". Neste caso em particular e pelo simples motivo de se tratar de uma instituição que faz aquilo que competia ao estado fazer, pedia-se no mínimo mais respeito. Na nossa terra, ou fora dela, todos conhecem alguém a quem esta casa trouxe uma qualidade de vida que de outra forma não teriam.
Fica a ligação à petição para que assinem. Vamos obrigar esses senhores a sentarem-se à mesa.
Obrigado
Petição para salvar a Quinta do Formigo.
Sítio da Casa Santa Isabel
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Governo suspende Concessão da Serra da Estrela

Cada vez somos o interior mais "pró-fundo", mais uma vez se havia alguém a ficar para trás fomos nós. Seia vai continuar a ficar longe de tudo, sem um unico IC, IP ou auto-estrada que a sirva.
Alguém se lembra de um tal "pára-quedista" chamado Francisco Assis que foi o candidato do PS pela Guarda? Grandes coisas faz ele pelo nosso distrito... Grande influencia exerce ele em defesa do distrito que o elegeu...
Na hora de cortar, corta-se onde há menos eleitores.
Alguém fala do ridiculo de uma terceira auto-estrada Lisboa-Porto? Não se calem, Indignem-se!
Notícia Porta da Estrela 01-02-2010
Notícia Porta da Estrela 03-02-2010
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Boas Festas
quarta-feira, novembro 18, 2009
S. Martinho - Tocar os chocalhos

As tradições estão a renascer!
Este ano, em vesperas de S. Martinho, voltaram-se a ouvir os chocalhos pelas ruas da freguesia cujo objectivo foi manter viva a tradição da nossa aldeia.
É gratificante ver várias gerações envolvidas em acções que fazem parte da nossa cultura e identidade.
Fica o apelo para a maior participação da população nestes eventos, para que estas não caiam no esquecimento.
É gratificante ver várias gerações envolvidas em acções que fazem parte da nossa cultura e identidade.
Fica o apelo para a maior participação da população nestes eventos, para que estas não caiam no esquecimento.

Fotos cedidas por André Gingeira
quinta-feira, novembro 12, 2009
Autarquias.org

O Autarquias.org é uma ferramenta disponivel on-line que tem como objectivo promover a participação activa e a colaboração de todos os munícipes e o poder local.
Assim se pretende:
- Alertar o Município para problemas encontrados (buracos na via publica, postes de iluminação caidos, etc..)
- Promover debates de assuntos pertinentes com outros cidadãos, questionar a autarquia sobre assuntos de interesse à Comunidade
- Criar petições cuja causa seja de interesse publico
pode faze-lo em http://www.autarquias.org/pagina3.aspx?ID=621 (link directo para o Minicípio de Seia)
domingo, novembro 08, 2009
ROUBARAM-ME TUDO QUANTO TINHA
Poucos acreditavam que isto pudesse acontecer, ou então que pudesse acontecer desta forma. Vemos a nossa terra transformada num couto de caça de meia dúzia de larápios, e vemos a polícia a assobiar para o ar. Aliás a verdade é que em nem vemos a polícia e quando a vemos é na caça à multa!


Entre um pavoneante passeio pela Av. 1ª de Maio em Seia, uma multa de estacionamento a um carro que não atrapalha ninguém, uma operação stop, ou uma operação de investigação aos larápios, certamente quem de direito exclui esta ultima.
Quando éramos mais pequenos fomos criando a ideia, que os polícias são aqueles que perseguem e prendem os maus, os ladrões! Agora que somos crescidinhos e já não acreditamos no Pai Natal, sabemos que não é assim. Vivemos num país onde há um sistema de justiça que não funciona. Há uns quantos que se sabem organizar muito bem, invocam interesses corporativos, defendendo apenas o que lhes interessa, e apadrinhando um muito perro e que cumpra todos os objectivos, menos o de fazer justiça. Neste mesmo pais tem mais vantagem ser ladrão que ser polícia. Desgraçado do polícia que dê um tiro a um ladrão que anda é roubar. É triste mas é assim! Temos dois caminhos: ou somos uma cambada de conformados chorosos, ou somos defensores convictos daquilo que deve ser feito para minimizar os erros deste sistema que nos sufoca. Alguém tem que decidir o que os guardas da GNR devem fazer, e é nosso dever condicionar essa decisão. Vamos fazer pressão sobre quem decide, para que quando tiver que decidir entre enviar uma patrulha na caça à multa a quem anda a trabalhar, ou vigiar os larápios, tenha a sua decisão facilitada.
Quando éramos mais pequenos fomos criando a ideia, que os polícias são aqueles que perseguem e prendem os maus, os ladrões! Agora que somos crescidinhos e já não acreditamos no Pai Natal, sabemos que não é assim. Vivemos num país onde há um sistema de justiça que não funciona. Há uns quantos que se sabem organizar muito bem, invocam interesses corporativos, defendendo apenas o que lhes interessa, e apadrinhando um muito perro e que cumpra todos os objectivos, menos o de fazer justiça. Neste mesmo pais tem mais vantagem ser ladrão que ser polícia. Desgraçado do polícia que dê um tiro a um ladrão que anda é roubar. É triste mas é assim! Temos dois caminhos: ou somos uma cambada de conformados chorosos, ou somos defensores convictos daquilo que deve ser feito para minimizar os erros deste sistema que nos sufoca. Alguém tem que decidir o que os guardas da GNR devem fazer, e é nosso dever condicionar essa decisão. Vamos fazer pressão sobre quem decide, para que quando tiver que decidir entre enviar uma patrulha na caça à multa a quem anda a trabalhar, ou vigiar os larápios, tenha a sua decisão facilitada.

Este é o rosto da desilusão. Toda a vida foi pastor, a única coisa que saber fazer é guardar cabras, a única coisa que lhe trás alegria e sentido è sua vida é guardar cabras, é por isso que o titulo deste post não tem nada de exagero: “Roubaram-lhe tudo quanto tinha”. Já o disse e repito-o, se este homem se render e conformar com a situação, não ficará por cá muito tempo.
Já depois de escrever as primeiras linhas soube do novo assalto: agora foram chocalhos. Em tempos idos a solução para tudo isto seriam sinos a rebate, mas para ridículo da situação, até já esses roubam!. Passaram-se mais coisas (tristes) neste país “pequenininho”, apareceram por aí varas de criminosos poderosos que nunca são acusados de coisas nenhuma, e se esses são intocáveis, parece que já nem os ladroezecos o são.
A GNR depois do abaixo-assinado, tanto quanto sei, passou de invisível a visível, já não é mau!
Já depois de escrever as primeiras linhas soube do novo assalto: agora foram chocalhos. Em tempos idos a solução para tudo isto seriam sinos a rebate, mas para ridículo da situação, até já esses roubam!. Passaram-se mais coisas (tristes) neste país “pequenininho”, apareceram por aí varas de criminosos poderosos que nunca são acusados de coisas nenhuma, e se esses são intocáveis, parece que já nem os ladroezecos o são.
A GNR depois do abaixo-assinado, tanto quanto sei, passou de invisível a visível, já não é mau!
IC37 ligará mesmo Viseu a Seia ? mas por onde?
Na última edição da Porta da Estrela ( 20 de Outubro) vem uma notícia que me deixou um pouco intrigado.... ou talvêz não ... se tiver em conta as acções( geitinhos) dos lobies e as influências politicas que já vamos estando habituados a ver manobrar os cordelinhos para chegar a brasa à sua sardinha. Diz Dr Fernando Ruas na Porta da Estrela: '' O presidente da Câmara de Viseu exortou a Estradas de Portugal a avançar rapidamente com a construção do IC37, entre Viseu e Seia, que será alternativo à EN231,'' para mais adiante referir:«Já fui a reuniões com o actual secretário de Estado onde era feita toda a explanação de como seria a malha viária naquele 'interland' que vai daqui de Viseu até Oliveira do Hospital, Serra da Estrela e não vemos nada avançar», Afinal em que ficamos?A IC37 vai mesmo ligar Viseu a Seia ou será, mais coisa menos coisa, Viseu a Oliveira do Hospital para seguir para a Serra da Estrela? Muito estranho este trajecto que deve ter sido cozinhado por algum politico em Lisboa que até tinha obrigação de conhecer bem região! Já me estou a ver ir de Seia a perto de Oliveira do Hospital qundo quiser ir para Viseu numa via mais segura, sim porque restará sempre a velhinha EN231 para que as aldeias e vilas não fiquem desertas .... Isto de vias rápidas e auto estradas tem muito que se lhe diga !Só espero que os novos autarcas de Seia estejam atentos e não deixem comer-lhe as papas na cabeça!
Antonio José Nunes Figueiredo
quarta-feira, outubro 28, 2009
Campânulas de Ouro do Cine’Eco 2009

Documentário “Pare, Escute e Olhe” de Jorge Pelicano conquista três Campânulas de Ouro do Cine’Eco 2009 – XV Festival Internacional de Cinema de Ambiente de Seia.
- Grande Prémio do Ambiente, atribuído pelo Júri Internacional
- Grande Prémio da Lusofonia
- Prémio Especial da Juventude
Segundo a organização, "Pare, Escute e Olhe" é "uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra".

De parabens está também Luis Silva, do blog Oceano das Palavras, pela Menção Honrosa atribuida ao documentário “Os Últimos Moinhos”.
Este documentário tem como objectivo “retratar a triste realidade de uma arte que, além de aproveitar os recursos hídricos e naturais, era o sustento de muitas famílias nas regiões do centro norte, algumas zonas do interior e algumas regiões do Alentejo”.
“Hoje esta arte está em vias de extinção. O que vamos vendo e registando são dezenas ou mesmo centenas de moinhos desactivados, cobertos de silvas, abandonados pelo tempo".
Esta produção surge assim como um grito de alerta contra a degradação do património cultural das nossas aldeias.
quarta-feira, outubro 14, 2009
Cine-Eco 2009

O Festival Internacional de Cinema de Ambiente vai decorrer, em Seia, de 17 a 24 de Outubro, 15 Anos após a 1º Edição.
As sessões cinematográficas decorrem em simultaneo no CISE e na Casa Municipal da Cultura, ao longo de todo o dia.
Paralelamente haverá concertos:
“La Vie en Rose – Edith Piaff”, com Sylvie C e seu quarteto
“Vida Seca – Som de Sucata” (Brasil)
“Vinho dos Amantes" - Janita Salomé
e a conferência
“A Cultura como factor de Desenvolvimento”
entre outros.
Mais informação aqui
quarta-feira, setembro 30, 2009
DEBATE DOS CANDIDATOS À CMS
A tecnologia traz-nos destas coisas. Hoje quando perdemos aquele programa de rádio que tanto queríamos ouvir, já não é uma desgraça. Grande parte das rádios já dispõem de um arquivo vasto de programas de rádio para ouvir no computador ou descarregar para os famosos leitores de mp3.
Na garantia que o próximo Presidente da CMS será um professor, é sempre interessante ouvir aquilo que os candidatos à Câmara Municipal de Seia defendem e as mensagens que querem passar aos eleitores. A iniciativa decorreu no passado dia 29 entre as 13 e as 14 horas numa sala do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE). O moderador foi o jornalista Álvaro Coimbra
Oiça o debate na Rádio (([Podcast])).
Na garantia que o próximo Presidente da CMS será um professor, é sempre interessante ouvir aquilo que os candidatos à Câmara Municipal de Seia defendem e as mensagens que querem passar aos eleitores. A iniciativa decorreu no passado dia 29 entre as 13 e as 14 horas numa sala do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE). O moderador foi o jornalista Álvaro Coimbra
Oiça o debate na Rádio (([Podcast])).
terça-feira, setembro 08, 2009
O CISE ACTIVIDADES de OUTUBRO
Em tempos falei do CISE e da importância que eu julgo que iniciativas como estas têm para o interior. Para quantos não sabem das suas iniciativas aqui fica o programa de actividades para Outubro:
www.cise-seia.org.pt
O DESERTO
quinta-feira, setembro 03, 2009
As Alminhas de Valezim
Ao recordar o tempo em que passava pelas Alminhas e tinha que rezar uma Avé-Maria e um Pai Nosso sem saber muito bem qual o motivo, e levada também pelo facto de existirem alguns desses pequenos monumentos em Valezim, decidi fazer uma pequena pesquisa sobre o que de facto são as Alminhas e o seu significado.


Embora já os os Gregos, os Celtas, os Romanos erguessem pequenos monumentos junto dos caminhos e encruzilhadas, com o objectivo de proteger os viajantes, as Alminhas como hoje as conhecemos surgem no seculo XVI, após a Igreja reafirmar dogmaticamente a existência do Purgatório, facto que despertou nos cristãos diversas manifestações de fé com vista à salvação das almas em sofrimento: orações, missas, esmolas, etc...
Adquirem formas diferentes conforme a região e os materiais existentes, indo desde a mais simples cova escavada nas rochas aos belos trabalhos com rigor e beleza, que abrigam pinturas e painés de azulejos que retratam o Purgatório, representado por uma fogueira e pelas almas pecadoras que, envoltas em chamas, erguem as mãos suplicando clemência a Jesus Cristo Crucificado, a Virgem Maria, o Espírito Santo em forma de Pomba, etc, e pedem também às pessoas que por ali passam que rezem por elas.
"Ó ALMAS PIEDOSAS
QUE IDES PASSANDO,
LEMBRAI-VOS DE NÓS
QUE ESTAMOS PENANDO"
"Ó BOM JESUS, PELOS MÉRITOS DA VOSSA PAIXÃO
E MORTE NA CRUZ TENDE PIEDADE DE NÓS
E DAS BENDITAS ALMAS DO PURGATÓRIO"
Estes humildes monumentos são uma das expressões da arte popular portuguesa que mostram a religiosidade do nosso povo - são pequenos altares onde se pára um momento para deixar uma oração, com maior implantação no Norte e Centro de Portugal.
Erguidos em caminhos, encruzilhadas, pontes e nas entradas e saidas das povoações e por vezes nas frontarias de casas, as Alminhas eram respeitadas e veneradas por todos quantos por elas passavam.


Ficam imagens de dois desses singelos monumentos existentes de Valezim,
que mesmo o estado de conservação dos paines de azulejos não sendo o melhor, o que é de lamentar, têm algum valor cultural e religioso para a nossa terra.
As primeiras são das Alminhas da Calçada de São Domingos e as segundas das Alminhas da Rua da Escola. Existem outras no antigo caminho para a Lapa dos Dinheiros.
quarta-feira, agosto 19, 2009
DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA
Porque ao contrário daquilo que alguns dizem, este não é o blogue do maldizer, nem o blogue dos ecopontos. O que falta, isso sim, são contributos válidos para o enriquecer. Não fosse o contributo da Joana e cá continuaria eu a pregar aos peixes. Enquanto houver pelo menos um Valezinense que me diga para continuar, por aqui estarei.
Comemora-se hoje o dia Mundial da Fotografia, tal como no ano passado não queria deixar de assinalar o dia com as fotos que coloquei a concurso no CISE. Estas e outras fotos estarão em exposição no CISE na VII Exposição Itinerante de Fotografia de Ambiente , de 15 de Agosto a 30 de Setembro.




Comemora-se hoje o dia Mundial da Fotografia, tal como no ano passado não queria deixar de assinalar o dia com as fotos que coloquei a concurso no CISE. Estas e outras fotos estarão em exposição no CISE na VII Exposição Itinerante de Fotografia de Ambiente , de 15 de Agosto a 30 de Setembro.

domingo, julho 19, 2009
Ecopontos de volta
sábado, julho 04, 2009
Um Século de Vida
5 de Julho de 1909 - data de nascimento do nosso conterrâneo António Marques!!

Sim, é isso mesmo !!
O Sr António da "Cotilde", como é conhecido entre nós, festeja hoje 100 Anos e por isso este Post é dedicado a ele!
Não há memória em Valezim de alguém que tenha chegado a tão bonita idade, tratando-se por isso de algo inédito na nossa terra!!
Ninguem melhor que a familia para nos dar a conhecer um pouco deste Homem, destes 100 Anos cheios de vida e boa disposição!
Eis como os netos nos descrevem este tão GRANDE AVÔ:

" ” - Não! Ele há-de lá estar muito tempo sem mim…” foi assim que o avô António respondeu quando a Tia Odete lhe perguntou se ia dizer “até já” ao Sr. Manuel Figueiredo, aquando do seu funeral. Não sei se vai estar muito tempo longe dele ou não, mas é certo que pelo menos cá se tem aguentado. E bem!
Ainda não foi há muitos dias que me respondeu: “a mim é que me importa que vão (morram) na minha frente!!”. Ora aí está, alma despreocupada.
Quando a avó Clotilde morreu julgamos que não ia aguentar o desgosto. Afinal foi uma vida inteira, intensa e incrível. Eles até podiam refilar e parece que ainda estou a ver os gestos da avó Clotilde, irada, a discutir com ele mas era tudo como nas novelas. Terminava tudo em bem.
Ele também era maroto. Uma vez confiscou-lhe mil escudos (nesse tempo, já dava para muitos copitos e vários cigarros). Escondeu-os atrás do espelho da casa de banho e não fossem as limpezas da Tia Luísa e o segredo nunca tinha sido descoberto. Azar!
Convidaram-nos para falar sobre o nosso avô, mas 100 anos de histórias demorariam muito a tempo a escrever. Melhor seria ouvi-las da boca dele. Seriam, com certeza, momentos bem divertidos…
O avô António e a avó Clotilde tiveram uma vida muito intensa. Tiveram 9 filhos.
Trabalhavam no campo e daí alimentavam a prole. Bem cedo os mais velhos saíram da aldeia para outras paragens.
Foram tempos difíceis, mas juntos souberam ultrapassar as dificuldades da vida – e tantas que foram…
Mas a pequena casa foi-se enchendo: 23 netos e 12 bisnetos que hoje estão orgulhosos do avô António!
O nosso avô é artista: ele canta nas nossas festas e até dá entrevistas ao Porta da Estrela! Com ele aprendemos para além do que os livros nos ensinam.
Os seus 100 anos não lhe retiram o gosto pelo passeio, pelas conversas e pelas piadas. Gosta que lhe dêem atenção e não gosta nada de ser contrariado – o avô tem sempre razão! Não é assim, Tia Odete?!
Gosta de se manter informado: os Euros não o atrapalham, discute o preço do barril do petróleo e não gosta da Manuela Ferreira Leite. Porque afinal é fiel a quem lhe paga o “ordenado”. O qual ele se orgulha de ganhar sem ter de cumprir horários: “quando me levanto já tenho dia ganho”!
Moderno e atento às novas tendências, o avô António ainda se preocupa com as calças vincadas, com os colarinhos das camisas e nada de usar cores “que sejam para velhos”. Mas desenganem-se aqueles que pensam que o nosso avô é um consumista desmedido: insistiu que não lhe “mercássemos” nada para prenda de anos! Claro que os miminhos que ele tanto aprecia já estão comprados: rebuçados e um bom vinho Porto!
O nosso avô não é perfeito, mas nesta idade já não há defeitos… apenas virtudes. Ainda assim, os seus defeitos não nos retiram o orgulho de termos o melhor avô do mundo.
Agora, sabemos que não se pedem mais 100 anos, pede-se um dia de cada vez….
Mas que ele tem vontade de viver isso tem…
Obrigada Avô e muitos parabéns! "
E da nossa parte: Sr António, MUITOS PARABÉNS!!
Sim, é isso mesmo !!
O Sr António da "Cotilde", como é conhecido entre nós, festeja hoje 100 Anos e por isso este Post é dedicado a ele!
Não há memória em Valezim de alguém que tenha chegado a tão bonita idade, tratando-se por isso de algo inédito na nossa terra!!
Ninguem melhor que a familia para nos dar a conhecer um pouco deste Homem, destes 100 Anos cheios de vida e boa disposição!
Eis como os netos nos descrevem este tão GRANDE AVÔ:
" ” - Não! Ele há-de lá estar muito tempo sem mim…” foi assim que o avô António respondeu quando a Tia Odete lhe perguntou se ia dizer “até já” ao Sr. Manuel Figueiredo, aquando do seu funeral. Não sei se vai estar muito tempo longe dele ou não, mas é certo que pelo menos cá se tem aguentado. E bem!
Ainda não foi há muitos dias que me respondeu: “a mim é que me importa que vão (morram) na minha frente!!”. Ora aí está, alma despreocupada.
Quando a avó Clotilde morreu julgamos que não ia aguentar o desgosto. Afinal foi uma vida inteira, intensa e incrível. Eles até podiam refilar e parece que ainda estou a ver os gestos da avó Clotilde, irada, a discutir com ele mas era tudo como nas novelas. Terminava tudo em bem.
Ele também era maroto. Uma vez confiscou-lhe mil escudos (nesse tempo, já dava para muitos copitos e vários cigarros). Escondeu-os atrás do espelho da casa de banho e não fossem as limpezas da Tia Luísa e o segredo nunca tinha sido descoberto. Azar!
Convidaram-nos para falar sobre o nosso avô, mas 100 anos de histórias demorariam muito a tempo a escrever. Melhor seria ouvi-las da boca dele. Seriam, com certeza, momentos bem divertidos…
O avô António e a avó Clotilde tiveram uma vida muito intensa. Tiveram 9 filhos.
Trabalhavam no campo e daí alimentavam a prole. Bem cedo os mais velhos saíram da aldeia para outras paragens.
Foram tempos difíceis, mas juntos souberam ultrapassar as dificuldades da vida – e tantas que foram…
Mas a pequena casa foi-se enchendo: 23 netos e 12 bisnetos que hoje estão orgulhosos do avô António!
O nosso avô é artista: ele canta nas nossas festas e até dá entrevistas ao Porta da Estrela! Com ele aprendemos para além do que os livros nos ensinam.
Os seus 100 anos não lhe retiram o gosto pelo passeio, pelas conversas e pelas piadas. Gosta que lhe dêem atenção e não gosta nada de ser contrariado – o avô tem sempre razão! Não é assim, Tia Odete?!
Gosta de se manter informado: os Euros não o atrapalham, discute o preço do barril do petróleo e não gosta da Manuela Ferreira Leite. Porque afinal é fiel a quem lhe paga o “ordenado”. O qual ele se orgulha de ganhar sem ter de cumprir horários: “quando me levanto já tenho dia ganho”!
Moderno e atento às novas tendências, o avô António ainda se preocupa com as calças vincadas, com os colarinhos das camisas e nada de usar cores “que sejam para velhos”. Mas desenganem-se aqueles que pensam que o nosso avô é um consumista desmedido: insistiu que não lhe “mercássemos” nada para prenda de anos! Claro que os miminhos que ele tanto aprecia já estão comprados: rebuçados e um bom vinho Porto!
O nosso avô não é perfeito, mas nesta idade já não há defeitos… apenas virtudes. Ainda assim, os seus defeitos não nos retiram o orgulho de termos o melhor avô do mundo.
Agora, sabemos que não se pedem mais 100 anos, pede-se um dia de cada vez….
Mas que ele tem vontade de viver isso tem…
Obrigada Avô e muitos parabéns! "
E da nossa parte: Sr António, MUITOS PARABÉNS!!
quinta-feira, julho 02, 2009
Os Lobos - Lembranças de António Marques
O Porta da Estrela entrevistou o Sr António Marques, quase a completar 100 Anos, sobre as filmagens d' "OS Lobos". Já passaram 86 anos, mas dificilmente esqueceria o reboliço vivido na pacata aldeia nessa altura.
“Então não me lembra! Se lembro! – diz António Marques"
Aqui fica a entrevista retirada do Jornal Porta da Estrela
<< ...
Porta da Estrela (PE): Sr. António, em finais de 1922 e inícios de 1923, em Valezim, andaram por aqui uns artistas a fazer um filme. Lembra-se de tal coisa e dos sítios onde filmaram?
(A.M.): Então não lembra! Foi lá cima no Carvalhal. Arrastavam daqui lá para cima as torgas secas e acendiam-nas lá no alto. Faziam um monte e deitavam o fogo para fazer fumo e carvão. (2) Era lá num “talegre” que lá havia.
Eles não carregavam nada às costas…
PE: Pois é. Vinham lá das capitais…
A.M.: Pois vinham. Eles traziam aquelas máquinas grandes, antigas…antigas …daquelas com trapézios (são tripés) que deitavam um pano por cima.
PE: E aqui em Valezim?
A.M.: Andaram ali naquela ponte, que é a ponte romana. Ficavam ali uns moinhos. Olhe, havia dois deste lado e lá abaixo o do Isaac, que tinha também um moinho ali.
PE: Mas lembra-se deles andarem a filmar aqui em Valezim…
A.M.: Era…era nestes sítios que eles viam que ficavam melhor para aparecer noutros lados. Aquilo era para ser vendido, claro. Iam ganhar dinheiro, senão não o andavam a gastar…
PE: Mas, eles filmaram aqui na casa onde hoje fica o clube?
A.M.: Ah. Pois. Filmaram toda a Casa Real! Casa Real! Até lá estão as armas reais. Havia lá uns homens…eram todos importantes.
PE.: É a Casa dos Castelo Branco (3) gente nobre.
A.M.: É. Andaram lá em frente e naqueles quintais e na casa.
PE: Porque é que chama a Casa Real?
A.M.: Porque havia cá homens…reais…gente nobre, claro. Agora não há cá ninguém como nesses tempos. Naqueles tempos havia aqui homens rijos e tesos.
A.M.: Deixe-me cá ver.
(E aponta para uma foto). (4) E diz:
Estes eram dos que cá andaram.
PE: Então lembra-se dos artistas cá andarem?
A.M.: Eles lá andavam nessas comédias com as raparigas…bem, com as mulheres, que elas eram uns mulherões. Eu não sei, mas agora já não há mulheres da estatura que aquelas tinham. As mulheres agora são mais pequeninas. (E arranca uma estrondosa gargalhada) Eram uns mulherões. Lembra-me muito bem. Eu já tinha idade. Já andava com os rebanhos por aí.
PE: Há uma fotografia que apresenta um casamento na Senhora da Saúde…
A.M.: Mas ainda não estava como agora…era terra em volta…não tinha escadaria nem muros.
PE: Convidaram pessoas daqui para serem figurantes, lembra-se?
A.M.: Sim…Sim…Então, eles traziam tanta gente. E carros! Transportavam tudo de carro. Não vinham a pé, pois já havia caminho. Eu lembro-me. Eu vi. Eu também era danado para ver. Entregava as ovelhas a um irmão meu e ia ver. Eu gostava de espreitar aquilo.
PE: Então lembra-se disso?
A.M.: Então não me lembra! Se lembro! Muito bem até. Aquilo era uma seita do “carago”, também lhe digo.
PE: O Sr. António tinha 14 anos. Portanto, uma idade que lhe permitiu registar o que se passou. Lembra-se se essa gente pernoitava em Valezim ou iam e vinham todos os dias?
A.M.: Iam e vinham.
P.E.: Para onde, não sabe?
A.M.: Era para Seia, porque o Zé Morgado (com carro de aluguer em Seia na época) é que os trazia e levava. O Zé Morgado tinha um carro…um carrão vermelho…aquilo andava! Eles andavam em dois carros, não era só um. E então não tinham lotação. Era os que cabiam.
P.E.: O Senhor António conheceu três homens na fotografia…
A.M.: Ah. Pois conheci. Eram os que estavam mais melhor de se conhecer. Naquele tempo Valezim era muito sossegado. Apareceu aqui aquela rapaziada…foi uma revolução, um desassossego… Pois foi. Todos gostavam de ver. Andaram a espreitar como eu. Eu já tinha 14 anos.
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“Então não me lembra! Se lembro! – diz António Marques"
Aqui fica a entrevista retirada do Jornal Porta da Estrela
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Porta da Estrela (PE): Sr. António, em finais de 1922 e inícios de 1923, em Valezim, andaram por aqui uns artistas a fazer um filme. Lembra-se de tal coisa e dos sítios onde filmaram?
(A.M.): Então não lembra! Foi lá cima no Carvalhal. Arrastavam daqui lá para cima as torgas secas e acendiam-nas lá no alto. Faziam um monte e deitavam o fogo para fazer fumo e carvão. (2) Era lá num “talegre” que lá havia.
Eles não carregavam nada às costas…
PE: Pois é. Vinham lá das capitais…
A.M.: Pois vinham. Eles traziam aquelas máquinas grandes, antigas…antigas …daquelas com trapézios (são tripés) que deitavam um pano por cima.
PE: E aqui em Valezim?
A.M.: Andaram ali naquela ponte, que é a ponte romana. Ficavam ali uns moinhos. Olhe, havia dois deste lado e lá abaixo o do Isaac, que tinha também um moinho ali.
PE: Mas lembra-se deles andarem a filmar aqui em Valezim…
A.M.: Era…era nestes sítios que eles viam que ficavam melhor para aparecer noutros lados. Aquilo era para ser vendido, claro. Iam ganhar dinheiro, senão não o andavam a gastar…
PE: Mas, eles filmaram aqui na casa onde hoje fica o clube?
A.M.: Ah. Pois. Filmaram toda a Casa Real! Casa Real! Até lá estão as armas reais. Havia lá uns homens…eram todos importantes.
PE.: É a Casa dos Castelo Branco (3) gente nobre.
A.M.: É. Andaram lá em frente e naqueles quintais e na casa.
PE: Porque é que chama a Casa Real?
A.M.: Porque havia cá homens…reais…gente nobre, claro. Agora não há cá ninguém como nesses tempos. Naqueles tempos havia aqui homens rijos e tesos.
A.M.: Deixe-me cá ver.
(E aponta para uma foto). (4) E diz:
Estes eram dos que cá andaram.
PE: Então lembra-se dos artistas cá andarem?
A.M.: Eles lá andavam nessas comédias com as raparigas…bem, com as mulheres, que elas eram uns mulherões. Eu não sei, mas agora já não há mulheres da estatura que aquelas tinham. As mulheres agora são mais pequeninas. (E arranca uma estrondosa gargalhada) Eram uns mulherões. Lembra-me muito bem. Eu já tinha idade. Já andava com os rebanhos por aí.
PE: Há uma fotografia que apresenta um casamento na Senhora da Saúde…
A.M.: Mas ainda não estava como agora…era terra em volta…não tinha escadaria nem muros.
PE: Convidaram pessoas daqui para serem figurantes, lembra-se?
A.M.: Sim…Sim…Então, eles traziam tanta gente. E carros! Transportavam tudo de carro. Não vinham a pé, pois já havia caminho. Eu lembro-me. Eu vi. Eu também era danado para ver. Entregava as ovelhas a um irmão meu e ia ver. Eu gostava de espreitar aquilo.
PE: Então lembra-se disso?
A.M.: Então não me lembra! Se lembro! Muito bem até. Aquilo era uma seita do “carago”, também lhe digo.
PE: O Sr. António tinha 14 anos. Portanto, uma idade que lhe permitiu registar o que se passou. Lembra-se se essa gente pernoitava em Valezim ou iam e vinham todos os dias?
A.M.: Iam e vinham.
P.E.: Para onde, não sabe?
A.M.: Era para Seia, porque o Zé Morgado (com carro de aluguer em Seia na época) é que os trazia e levava. O Zé Morgado tinha um carro…um carrão vermelho…aquilo andava! Eles andavam em dois carros, não era só um. E então não tinham lotação. Era os que cabiam.
P.E.: O Senhor António conheceu três homens na fotografia…
A.M.: Ah. Pois conheci. Eram os que estavam mais melhor de se conhecer. Naquele tempo Valezim era muito sossegado. Apareceu aqui aquela rapaziada…foi uma revolução, um desassossego… Pois foi. Todos gostavam de ver. Andaram a espreitar como eu. Eu já tinha 14 anos.
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